
Sim, nós temos a filha do maestro. Thalma de Freitas é uma das grandes incentivadoras do Música de Bolso desde quando o site ainda não passava de uma idéia, uma vontade. Embarcou com a gente na piração e nos encheu de orgulho e alegria quando vimos seus vídeos prontos - os primeiros a ser gravados.
Seja em seu trabalho solo (em breve tem disco novo rolando!), seja nos vocais da Orquestra Imperial, Thalma já deixou claro que música - a sua, ao menos - é artigo de luxo, portanto precisa ser tratada com delicadeza e precisão. Coisas que aprendeu com seu pai, o legendário Laércio de Freitas. Mas, pode apostar, coisas que aprendeu também na raça, cantando por aí, entregando-se à vida e à arte sem muito medo do tombo. Até porque, segundo ela própria, nada como uma boa desilusão amorosa para afinar direitinho o instrumento...
Para "Não Foi em Vão", nosso LADO A, fomos à Praça do Pôr-do-Sol, em São Paulo, numa tarde quente de junho. A gravação foi feita ao cair da tarde, à capela, o que acentuou ainda mais a melancolia da bela canção que a própria Thalma compôs sozinha, música e letra. A versão Música de Bolso ficou bastante diferente da original, que integra o recém-lançado disco de estréia da Orquestra Imperial.
Em "Monstro ao Pôr-do-Sol" (Thalma de Freitas/Max B.O.), nosso LADO B, Thalma improvisa um canto indiano sobre uma tabla - programada por ela mesma - fazendo a cama para os versos do rapper Max B.O., seu convidado especial. Juntos, os dois produziram um momento tão espontâneo e original que tornou ainda mais precioso e necessário seu registro. Nossa meta era aprisionar o "monstro" e torná-lo, enfim, definitivo.