
Figura onipresente na história da música brasileira, Dadi tem muita história pra contar. Ele integrou o mitológico grupo Novos Baianos, tocou no legendário álbum "África Brasil" (1976), de Jorge Ben, integrou a banda A Cor do Som, foi "muso" de Caetano Veloso para a canção "Leãozinho", é o quarto elemento do coletivo Tribalistas e, incansável, acaba de lançar um disco solo. Para completar, continua com a mesma cara e a mesma energia de um garoto de 20 anos de idade.
Conhecendo-o, é fácil entender porque e como Dadi sempre esteve em tantos lugares, ao mesmo tempo, com tantas pessoas diferentes. Sua simpatia, entusiasmo e bom humor são contagiantes e sua musicalidade é completamente natural.
De passagem por São Paulo, nos encontramos no hotel em que ele se hospedava, onde o músico já tinha organizado por conta própria, junto à segurança, uma subida ao telhado que oferece uma panorâmica vista da cidade. Lá, Dadi gravou seu Lado A, “Se Assim Quiser” (Dadi/ Arnaldo Antunes). A canção já havia sido gravada por Arnaldo Antunes, no disco “Saiba” (2004), mas aqui aparece em versão um bocado mais doce.
Alguns andares abaixo, na piscina, Dadi fez de “Dois Perdidos” (Dadi/ Arnaldo Antunes) seu Lado B. A canção, bela e de uma tristeza pontiaguda, igualmente já havia sido registrada por seu co-autor, no mais recente disco “Qualquer” (2006). E, aqui, mais uma vez, Dadi deu a ela os traços de sua personalidade discreta e inescapavelmente cativante.