
Se alguém for contar com Cibelle para descrever sua própria música, encontrará as palavras “tropical/punk” - dispostas dessa forma. Mas há nela bem mais do que isso. No palco ou em disco, a artista combina sua bela voz a suaves instrumentações acústicas, sons de brinquedos, guitarras entusiasmadas, efeitos eletrônicos e outras surpresas. Paulistana que habita Londres, canta em francês, português, inglês. É inovadora sem deixar de ser clássica.
De passagem pelo Brasil para apresentar-se na selecão “Novas Divas” do Tim Festival, Cibelle prolongou a estada para um show solo, alguns dias depois. E foi na movimentada passagem de som, no inspirador cenário do Auditório Ibirapuera, que Cibelle despiu-se de qualquer aparato e ofereceu para o Música de Bolso a boa e velha combinação de voz e violão. E não precisou de mais do que 15 minutos para fazê-lo exemplarmente.
O Lado A, White Hair (Cibelle), é uma canção inédita, que ela vem mostrando em apresentações ao vivo. Ganhou registro na escada, em meio aos cartazes de outras atrações que já passaram pela mesma casa de shows onde ela se apresentava naquele dia.
O Lado B, Instante de Dois, igualmente de sua autoria, é faixa do mais recente album, “Shine Of Dried Electric Leaves" (algo como O Brilho de Folhas Secas Elétricas), de 2006. Foi gravada sob uma fulgurante escultura de Tomie Ohtake, que, com suas proporções superlativas, ao mesmo tempo oferecia contraste e complemento à delicadeza da canção.