
Estrela da cena independente carioca, Nervoso foi baterista em bandas fundamentais na formação da sonoridade roqueira nacional dos anos 90 e 2000, tais como Autoramas, Acabou La Tequila e Matanza. Em 2003, deu o salto vital rumo à carreira solo. Queria botar luz nas próprias composições, que acabavam em segundo plano (ou engavetadas) porque só funcionavam com o devido vigor quando cantandas por ele mesmo.
O primeiro passo foi produzir, às próprias custas, um EP com sete músicas. O disquinho cumpriu bem a função de trazê-lo para a frente do palco e serviu como aperitivo para Saudade das Minhas Memórias, o álbum cheio que viria no ano seguinte, via Midsummer Madness, e pode ser considerado um dos melhores lançamentos brazucas de 2004. Esse mesmo disco ganharia uma versão remix dois anos depois, encartada na revista Outra Coisa.
Com um segundo álbum prestes a sair do forno (e um novo EP disponível no site da Midsummer), Nervoso estréia agora no Música de Bolso.
O Lado A, Eu que não estou mais aqui (Nervoso / Benjão), foi gravado na entrada da estação Consolação do metrô, na Avenida Paulista. Com carros passando ao fundo, usuários do metrô subindo e descendo as escadas que levam à rua e o case do violão esperando algum trocado, Nervoso e banda Os Calmantes executam esta canção inédita, em primeira mão no Música de Bolso.
Já o Lado B, numa quase operação de guerrilha (sem autorização e sem instrumentos musicais), Nervoso e Os Calmantes cantam O Bom Veneno (Nervoso / Renato Martins) no caixa eletrônico de um banco na mesma Avenida Paulista.