
Lulina é uma recifense que adotou e foi adotada por São Paulo (e nesse quesito, sua composição "Balada do Paulista" não deixa mentir). Aprendeu a tocar violão aos 15 anos, em revistas de cifra. Identifica influências em Velvet Underground, Cat Power e Mutantes, entre outros, e diz que escuta, sim, mangue beat e músicas “regionais” de seu estado natal, apesar de esse definitivamente não ser o tipo de som que se pode esperar dela.
Depois de inúmeros discos que Lulina gravou de forma caseira e constante (“Acoustique de France”, em 2001, “Cochilândia”, no ano seguinte, “Abduzida” e “Nublada em Surto”, em 2003, “Bolhas na Pleura”, em 2004 e “Sangue de ET”, em 2005) seu primeiro trabalho lançado de forma “oficial” foi “Translúcida” (2006). Em 2008, lança mais um, “Cristalina”.
Lulina nos levou à sua casa para, sob as cobertas, cantar e tocar a canção indiscutivelmente de nome mais inusitado e extenso de nossos arquivos, “Música Para Colocar Naquele Som Com o Despertador”, nosso Lado A. A gravação contou com a misteriosa e breve aparição de Abdulah. No mês dos namorados, a anti-romântica “13 de Junho” (número pelo qual Lulina tem obsessão), Lado B, foi, como a letra pedia, executada com uma cerveja sendo servida por um prestativo garçom. Aqui, Abdulah foi convidado a acompanhar Lulina, tocando violão.