
Reunião de mulheres apaixonadas pelo samba e resposta à predominância masculina nos redutos do gênero, o Samba de Rainha surgiu como um “pagode em casa” e logo estava se apresentando nos mais variadas locais e palcos. Hoje, as oito integrantes dessa “banda” (Núbia Maciel, voz principal; Thaís Musachi, cavaco; Nana Spogis, violão; Aidée Cristina, vocal e surdo; Carina Iglecias, vocal e percussão; Sandra Gamon, vocal e tamborim; Érica Japa, rebolo; Gadi Pavezi, pandeiro) lotam shows e acumulam fãs apaixonados – donos de adoração e intensidade de fazer inveja a estrelas do rock.
O primeiro cd, “Isso É Samba de Rainha”, foi lançado em 2004, de maneira independente, contendo músicas inéditas que traduziam as influências do grupo. Outras 15 composições próprias deram origem a “Vivendo Samba”, segundo disco, lançado em 2008. Esse trabalho mais recente teve captura de som sob responsabilidade do engenheiro de som e produtor norte-americano Roy Cicala, homem por trás de discos como “Imagine”, de John Lennon, e “Watertown”, de Frank Sinatra.
Em meio a uma cada vez mais disputada agenda, e antes que elas iniciassem um ensaio, encontramos o grupo no Nimbus Studios, para a apresentação de duas faixas presentes no álbum mais recente. Para o Lado A, “Au Revoir”, as oito integrantes acomodaram-se na entrada do estúdio, que possui colagens musicais misturadas com um ar de lanchonete retrô. Um pouco mais inusitado, o Lado B, “Vivendo Samba”, aconteceu em meio ao cimento de uma laje – que provavelmente nunca havia visto tanto movimento e musicalidade.