
Há 5 anos, na cidade de Rio Branco, Acre, Diogo Soares, Jorge Anzol, Márcio Magrão e João Eduardo se juntaram para formar a banda Los Porongas. Uma banda que, misturando o seu indie autoral e sua linguagem que funde o regional e o universal com letras poéticas, pode causar uma grande combustão ao vivo.
Em 2007, os Los Porongas lançaram seu primeiro CD, homônimo, produzido por Philippe Seabra (Plebe Rude), que tentou captar todas as nuaces da música da banda e, assim, conquistar o mais variado público e também a crítica.
Chegamos aproximadamente uma hora depois do combinado no dia da gravação, o que deu um tempinho para a banda poder ensaiar duas músicas que não eram deles e, sim, de amigos próximos. E somente com essa uma hora de ensaio, os Porongas fizeram, em um só take, ambos os lados deste volume 60!
O lado A "Distante" (Ronnie Lopes), trouxe um pouco das origens do Los Porongas, pois é uma releitura de uma música de uma banda também, acreana chamada Mapinguari Blues - da qual Ronnie Lopes é o vocalista ao lado do caboclo Neemias Maciel e na qual Anzol, baterista dos Los Porongas, fez participação no CD, "A Fuga". Para descrever essa música, Diogo nos disse que ela une filosofia com elementos pop da cultura acreana, transcendendo o lugar onde foi feita, expandindo. E que, sutilmente, o autor faz referência ao santo daime.
E para o lado B, quase como uma retribuição ao lado B do volume 16 do Música de Bolso, a banda escolheu gravar "Para abrir os olhos" (Helio Flanders), da banda amiga cuiabana Vanguart. O Diogo descreve essa música como "uma das melhores músicas de amor de músico dos dias de hoje".