
Banda paulistana formada em 2002, a Seychelles é integrada por músicos que fazem questão de ressaltar suas origens. A música que fazem Gustavo Garde, Fernando Coelho, Renato Mcortez e Paulo Chapolin é intensamente paulistana – ou, antes, impregnada dos signos e sentidos da metrópole. Com influências literárias e um flerte com o experimentalismo, a Seychelles, nas palavras de Edgard Scandurra “ajuda a manter acesa a chama metropolitana, urbana e underground do rock”. Multi tarefa, os integrantes da banda mantém ainda diversos projetos paralelos.
O primeiro EP, “Seychelles”, é de 2003. O álbum “Ninfa do Asfalto” (2005), contempla, nas palavras da banda, “a história da redenção cosmopolita da raça urbana no começo do século XXI”, enquanto o trabalho mais recente, “Nananenen” (2008), que pode ser baixado gratuitamente, “é a história de Scaramu, herói luz que abandona a cidade, os padrões, e vai pra selva, lutar pela Terra”.
O bairro da Liberdade e sua tradicional e agitada feira de sábado foi o cenário escolhido para a gravação. “No Caminho de Shangri-la”, lado A e faixa que contém o verso “eu vivo em São Paulo e todo dia assassino a razão”, foi registrada em um viaduto sobre a barulhenta e opressora avenida Radial Leste, música complementando a cidade. Já “Scaramu”, lado B, acabou acontecendo não muito longe dali, em um canto menos movimentado, diante de muros grafitados.