
Diogo Poças gosta de dizer que, desde o final da adolescência, quando colocou os pés em um estúdio pela primeira vez, não consegue passar um dia longe daquele ambiente. Cantor, compositor, arranjador e instrumentista, ele vem ganhando a vida ali, entre microfones, cabos, mesas de som e instrumentos, fazendo música para a publicidade. Diogo é filho do maestro Edgard Poças e irmão da cantora Céu. "Tempo", que ele acaba de lançar, é seu primeiro trabalho autoral.
Vinicius de Moraes, Baden Powell, Gilberto Gil, Sidney Miller, Braguinha, Glenn Miller. É em torno do universo das canções - com melodias doces e letras amorosas - que gravita a arte de Diogo. Mesmo seu repertório autoral, esse que ele mostra aqui no Música de Bolso, tem essa característica.
A locação escolhida foi uma tranquila vila no bairro paulistano de Perdizes, com cara de rua de cidade do interior em plena metrópole. O Lado A, "Carioquinha" (Diogo Poças/ Edgar Poças) recebeu registro em ambientação bucólica para cantar justamente dois grandes centros urbanos: Rio de Janeiro e São Paulo. O Labo B, "Chumbo Quente" (Diogo Poças), foi cantado sob uma suntuosa árvore que o próprio Diogo denomina como "a coisa mais linda do mundo".